Educação e Novas Tecnologias – 45h, 3 créditos
Ementa
Estudo crítico das relações entre educação, cultura digital, mídias, tecnologias e inteligência artificial, considerando suas dimensões pedagógicas, políticas, econômicas, éticas, estéticas, sociais e ambientais. A escola como espaço público de atenção, encontro, criação e produção de conhecimento diante da hiperconectividade, plataformização e automatização da vida. Capitalismo de vigilância, economia da atenção, datificação da educação, algoritmos, redes sociais, plataformas e IA generativa; impactos sobre subjetividades, trabalho docente, autoria, aprendizagem, memória e produção do conhecimento. Problematização de vieses algorítmicos, opacidade, desinformação, proteção de dados, privacidade, direitos autorais, trabalho invisibilizado, impactos socioambientais, soberania digital e tecnodiversidade.
Análise das políticas públicas brasileiras de educação digital, midiática e inteligência artificial, com destaque para a PNED, BNCC Computação, ENEC, Diretrizes Nacionais de Educação Digital e Midiática, Estratégia Brasileira de Educação Midiática, PNE, Referencial de Saberes Digitais Docentes, PBIA e marcos de proteção de crianças, adolescentes e dados pessoais. Experimentação crítica e criativa de cinema, fotografia, audiovisual, produção sonora, redes e ambientes digitais como linguagens e formas de conhecer e intervir no mundo, valorizando práticas que promovam atenção, imaginação, autoria, participação, invenção e criação coletiva, para além de uma adaptação meramente instrumental às tecnologias.
Bibliografia
AMARAL, Miriam Maia do, MADALENA, Tania Lucía e SANTOS, Edmea. Diversidade cultural, alteridade e vida: o cinema para pensar atos de currículo nos espaçostempos de aprendizagem. Revista Iberoamericana de Estudos de Educação. UNESP, v. 15, n. 2, abr./jun. P. 650-666.
BEIGUELMAN, G. Políticas da imagem: vigilância e resistência na dadosfera. São Paulo: Ubu, 2021a.
BEIGUELMAN, G. Adam Harvey: descolonizador de algoritmos. Revista seLecT, v. 9, p. 28-32-32, 2021b.
BERARDI, Franco. Depois do futuro. São Paulo: UBU, 2019.
BRESSON, Robert. Notas sobre o cinematógrafo. São Paulo: Iluminuras, 2005.
BRUNO, Fernanda. Máquinas de ver, modos de ser. Vigilância, tecnologia e subjetividad. Porto Alegre: Sulina, 2013.
BUCKINGHAM, David. Cultura digital, educação midiática e o lugar da escolarização. Educação & Realidade, v. 35, n. 3, p. 37–58, 2010.
COMOLLI, Jean-Louis. Ver e Poder. A inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário. Belo Horizonte: UFMG/Humanitas, 2008.
CRARY, Jonathan. 24/7 Capitalismo tardio e os fins do sono. São Paulo: UBU, 2016.
DUARTE, Rosália; DELORME, Maria Ines; LEITE, C.R. ; MIGLIORA, R.; MACHADO, C. A. (Orgs.): A televisão pelo olhar das crianças. São Paulo: Cortez, 2008.
DUSSEL, Inés. Curriculum y autoridad cultural. Metáforas para pensar en los desafíos contemporáneos. In: Morgado, José Carlos, Luciola Licinio de Castro Paixão Santos y Marlucy Alves Paraiso (orgs.). Estudos curriculares. Um debate contemporâneo. Curitiba: CVR editora, 2013. p. 11-36.
DUSSEL, Inés. Más allá del mito de los “nativos digitales”. Jóvenes, escuelas y saberes en la cultura digital. In: Southwell, M. (org.). Entre generaciones. Exploraciones sobre educación, cultura e instituciones. Rosario: FLACSO/Homo Sapiens, 2012. p. 183-213.
DUSSEL, Inés. La iconoclastia en el cine y la pedagogía. Reflexiones a propósito de dos películas infantiles de los años ‘30”, Educação Temática Digital, v.19 n.2 p. 433-451, abr./jun. 2017.
FANTIN, Monica, RIVOLTELLA, Pier Cesare. Cultura digital e escola. Pesquisa e formação de professores. São Paulo: Papirus, 2013.
FANTIN, Monica; GIRARDELLO, Gilka. Diante do abismo digital: mídia-educação e mediações culturais. Perspectiva, v. 27, n. 1, p. 69–96, 2009.
FRESQUET, Adriana. Cinema e Educação: reflexões e experiências com professores de educação básica, dentro e “fora” da escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
FRESQUET, Adriana. et al. Proposta do Grupo de Trabalho Cinema Escola sobre Formação Docente. In: D’ANGELO, Fernanda Hallak e D’ANGELO, Raquel Hallak. CINEOP: 11ª Mostra de Cinema de Ouro Preto – Cinema Patrimônio. 1ª edição. Belo Horizonte: Universo Produção, 2016, pp. 179-189.
FRESQUET, Adriana. Ver-rever-transver: una aproximación a los motivos visuales del cine y al plano comentado, entre otros modos de ver cine en la escuela. Saberes y prácticas. Revista de Filosofía y Educación. , v.5, p.1 – 19, 2020. (
GABRIEL, Carmen Teresa. Currículo e cinema na educação básica. Reflexões sobre uma articulação discursiva possível. In: FRESQUET, A. (org.) Currículo de cinema para escolas de Educação Básica. Accessível em: www.cinead.org/files/currículo_cinema.pdf 2013; p. 18-26.
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.
HAN, Byung-Chul. La sociedad de la transparencia. Barcelona: 2016
HAN, Byung-Chul. Hiperculturalidad. Barcelona: Herder. 2019.
HAN, Byung-Chul. La expulsión de lo distinto. Barcelona: Herder. 2019LATOUR, B. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994.
HUY, Yuk. Tecnodiversidade. São Paulo: UBU, 2020.
KANITAR, Fátima Passos e DUARTE, Rosália. Literacia de informação no Ensino Médio: Referencial para pesquisa de informação científica. Contexto e Educação. Ano 34, nº 109, Set./Dez. 2019, p. 190-202.
LEANDRO, Anita. Da imagem pedagógica à pedagogia da imagem. Comunicação & Educação, no 21, Mai/Ago 2001
MARTINS, Beatriz Cintra. Autoria em rede: os novos processos autorais através das redes eletrônicas. Rio de Janeiro: Mauad, 2014.
MASSCHLEIN, Jan. E-ducando o Olhar: a necessidade de uma pedagogia pobre. Educação e Realidade. São Paulo, v. 33, n.1, p. 35-48, jan/jun. 2008.
MASSCHELEIN, Jan.; SIMONS, Maarten. A democracia, a pedagogia, a escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.
MENEZES, Karina e PRETTO, Nelson. Pirâmide da Pedagogia Hacker: de sonhos coletivos a engajamentos reais. Revista Teias v. 20 (Edição Especial – 2019): Educação ativista na cibercultura: experiências plurais; p. 148-166.
MIGLIORIN, Cezar. Inevitavelmente cinema: educação, política e mafuá. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2015.
MOROZOV, Evgeny. A ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: UBU, 2018.
OROFINO, Isabel. Crianças, cultura e participação : um olhar sobre a mídia-educação no Brasil. Comunicação, mídia e consumo, v. 9, n. 25, p. 73–90, 2012.
PRETTO, Nelson. Educação e inovação tecnológica: um olhar sobre as políticas públicas brasileiras. Pedagógica. v.5, n.11, 2018.
SAVAZONI, Rodrigo e COHN, Sergio. Cultura digital.br. Rio de Janeiro: Azougue, 2009.
SIBILIA, Paula. Redes ou paredes. A escola em tempos de dispersão. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.
SIBILIA, Paula. O show do eu.
SODRÉ, Muniz. Reinventando a educação. Diversidade, descolonização e redes. Petró- polis: Vozes, 2012.
SKLIAR, Carlos. Como un tren sobre el abismo. Madrid: Vaso Roto, 2019.
XAVIER, Ismail. Um cinema que “educa” é um cinema que (nos) faz pensar: entrevista com Ismail Xavier. Educação & Realidade (Dossiê cinema e educação), Porto Alegre, v. 33, n. 1, p.13-20, jan./jun. 2008.
VEGA, Alicia. Oficina de cinema para crianças. Porto Alegre, PAA, 2015.
ZUBOFF, Shoshana. The Age of Surveillance Capitalism: The Fight of de Human Future at the New Frontier of Power. Great Britain: Profile Books, 2019.